Como toda obra interessante, Anatomia de uma queda vale a pena pelas perguntas que levanta. Qual é a relação entre ficção e realidade e ficção e autoficção? É possível a reciprocidade entre um casal depois de milênios de patriarcado? Qual é a reciprocidade que desejamos? Ela é possível no interior de nosso modo de organização atual? O final do filme indica que a carga continuará, por enquanto, a recair sobre as mulheres e a natureza. Como muitos dos filmes indicados ao Oscar, a história analisa a crise da masculinidade diante das transformações atuais, de modo inteligente, sem precisar recorrer a superproduções em pink. E nos deixa com a pergunta de Sandra, que também abre o filme: o que te deixa tão furiosa que te faz querer explodir?

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