A nova minissérie Desobedientes mostra a Academia Tall Pines, onde jovens considerados “problemáticos” são submetidos a tratamentos que prometem curar traumas e neutralizar emoções. O chamado “Salto” elimina angústias, mas também silencia subjetividades.


Essa ficção escancara algo real: o risco da medicalização da infância e adolescência. Muitas vezes, inquietude, rebeldia ou tristeza são rapidamente rotuladas como doença, levando a diagnósticos e medicamentos que visam ajustar o comportamento — mas que abafam a voz do sujeito.


A psicanálise propõe outro caminho: escutar o sintoma como linguagem, não apenas como disfunção. O que a agressividade, a ansiedade ou a rebeldia querem dizer? Mais do que normalizar condutas, é preciso abrir espaço para que o jovem fale e elabore seus conflitos.


👉 Desobedientes nos lembra que a diferença entre silenciar e escutar define não só a prática clínica, mas também o futuro das juventudes que carregam o estigma da “desobediência”.


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