A vida é um sopro inquieto, um intervalo breve entre dois silêncios eternos.

Nasce como aurora tímida, cresce como sol insistente, e arde - mesmo quando o céu ameaça tempestade.

Viver é caminhar sobre chão incerto, é aprender a dançar com as próprias sombras.

Desde o primeiro choro travamos batalhas invisíveis: contra o medo, contra o tempo, contra aquilo que nos limita por dentro.

A vida não promete calmaria - ela nos entrega vento, e espera que descubramos como içar as velas.

Há luta no pão conquistado, na lágrima escondida, no recomeço depois do fracasso.

Há heroísmo nos gestos pequenos, na persistência silenciosa de quem continua
mesmo quando tudo pesa.

E, ainda assim, a finitude nos acompanha como horizonte inevitável. Não como ameaça, mas como moldura.

É ela que dá contorno à urgência dos abraços, que acende o valor dos instantes banais, que transforma segundos em eternidade sentida.

Somos passageiros do tempo - mas enquanto aqui estamos, ardemos.

Que a vida nos encontre inteiros na luta, e que, quando a noite final chegar, ela nos encontre vivos - não porque fomos eternos, mas porque fomos intensos.

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